Cuidados com a saúde do homem depois dos 50
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Medicina de Família

Cuidados com a saúde do homem depois dos 50

Entenda as mudanças na saúde sexual masculina após os 50 anos, suas causas e as opções de tratamento eficazes disponíveis hoje. Saiba mais.

Dr. Bruno Hees Toews
13 de julho de 20269 min de leitura

As diretrizes de cuidados com a saúde do homem depois dos 50 anos de idade é um assunto cada vez mais em voga. Mas, para o público masculino em geral, a ideia de envelhecer se resume ao aparecimento de cabelos grisalhos e algumas rugas — sem mais preocupações. 

No entanto, sabe-se que, entre os 40 e 55 anos, começa a chamada andropausa, devido à diminuição gradual no nível dos hormônios sexuais (principalmente, testosterona). A partir desta idade, não tem como fugir: as mudanças vão, inevitavelmente, ocorrer. Sendo assim, é melhor estar preparado, certo

Neste artigo, vamos explicar o que realmente acontece com a saúde sexual masculina após os 50 anos, quais são as causas por trás dessas mudanças e o que a medicina atual oferece para melhorar a qualidade de vida sexual nessa etapa.

💡

Antes de continuar: Este artigo tem caráter educativo e não substitui avaliação de um profissional de saúde. Alterações na função sexual podem ser sinal de outras condições de saúde e merecem investigação médica adequada.

Quais são os cuidados com a saúde do homem depois dos 50?

Com o avanço da idade, além do câncer de próstata, os riscos de desenvolver diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e outros distúrbios também aumenta. Apesar dos fatores genéticos contribuírem, em parte, para a ocorrência dessas doenças, sabe-se que os hábitos e estilo de vida são os principais responsáveis. 

Por conta disso, a adoção de determinados cuidados com a saúde do homem depois dos 50 anos é essencial. Conheça os principais a seguir!

O que muda na saúde sexual masculina após os 50?

O envelhecimento traz alterações fisiológicas naturais, mas nem toda mudança é inevitável ou irreversível. As principais transformações observadas nessa faixa etária incluem:

  • Queda gradual da testosterona: a partir dos 30 anos, os níveis caem cerca de 1% ao ano, se acentuando após os 50.
  • Ereções mais lentas e menos rígidas: o tempo necessário de estimulação para atingir a ereção aumenta.
  • Período refratário mais longo: o intervalo entre uma ereção e outra se estende.
  • Redução da libido: o desejo sexual pode diminuir, especialmente quando há queda hormonal associada.
  • Alterações na sensibilidade: menor sensibilidade peniana é relatada por parte dos homens nessa faixa etária.

Manter uma alimentação saudável

Conforme envelhecemos, a tendência é que nosso organismo absorva uma quantidade menor de vitaminas e minerais. Por isso, recomenda-se ingerir uma quantidade maior de alimentos saudáveis, principalmente, os ricos em vitaminas B12 e D, potássio, cálcio e magnésio. 

Por outro lado, é preciso reduzir o consumo de alimentos prejudiciais à saúde. Uma dieta com alta ingestão de ultraprocessados, carnes vermelhas, gordura e leite, por exemplo, está associada ao risco de câncer de próstata. Além disso, procure evitar a ingestão excessiva de alimentos ricos em sódio e açúcar.

Assim, é importante consumir frutas, verduras e legumes in natura, além de manter o equilíbrio de proteínas e gorduras. A ingestão de alimentos com licopeno, substância antioxidante que dá a cor avermelhada ao tomate, melancia, goiaba, entre outros, também é muito recomendada.

Praticar atividades físicas regularmente

Aliada a uma alimentação saudável, a prática regular de exercícios físicos é um dos principais cuidados com a saúde do homem depois dos 50. Esse hábito é um importante aliado para a prevenção de doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade e até cânceres.

Para ser o mais eficiente possível, deve-se combinar a prática de atividades de resistência, trabalho com pesos, alongamento e exercícios aeróbicos. Isso ajuda a evitar o ganho de peso, manter a massa magra e melhorar a circulação, além de favorecer o condicionamento físico e a saúde física e mental. 

O ideal é que as atividades físicas sejam realizadas, ao menos, três vezes por semana, durante 30 minutos. Se você não tem o hábito de se exercitar, procure um profissional para obter as orientações adequadas. Com o passar do tempo, indica-se aumentar a intensidade e a frequência das atividades para obter ainda mais benefícios!

Cuidar da saúde mental


Comer bem e se exercitar, bem como dormir o suficiente, é fundamental para manter o bom funcionamento do corpo. Para ir além, recomenda-se meditar, ler, sair com amigos e familiares, dedicar-se a hobbies e/ou fazer terapia (acompanhamento psicológico). Tudo isso ajuda a aliviar o estresse, contribuindo para uma boa saúde mental. 

Sabe-se que a saúde da mente está diretamente ligada ao bem-estar e à qualidade de vida. Em contrapartida, sua ausência o torna mais propenso a desenvolver problemas emocionais, como ansiedade e depressão, que podem contribuir para o surgimento de outras doenças.

Eliminar hábitos prejudiciais


Você costuma fumar, beber demais e/ou assiste televisão por horas a fio? Pula refeições, é adepto da automedicação e/ou dorme pouco (ou muito)? Todos esses fatores contribuem para o estresse físico e mental, aumentando os riscos de desenvolver diversas doenças crônicas.

Por isso, o ideal é parar de fumar e consumir bebidas alcoólicas somente com muita moderação. Aliás, se possível, evite totalmente o álcool: isso contribui ainda mais para melhorar a saúde do homem depois dos 50.

Ao mesmo tempo, como explicado anteriormente, alimente-se de forma balanceada, mantenha-se ativo e durma o suficiente para se sentir recuperado. E nada de consumir medicamentos, estimulantes sexuais ou suplementos sem prescrição médica!

Regular os níveis hormonais


Como mencionado, a produção de testosterona diminui com o avanço da idade. Por isso, as terapias de reposição hormonal podem ser uma opção em prol da saúde do homem depois dos 50.

Vale lembrar que a testosterona é o principal hormônio masculino, sendo responsável por manter a vitalidade de modo geral. Por isso, manter seus níveis adequados é essencial.

Prevenir ou tratar as doenças crônicas


A ocorrência de doenças crônicas aumenta com o avanço da idade. Por conta disso, deve-se manter hábitos saudáveis durante toda a vida, visando prevenir seu desenvolvimento.

Se você já sofre com elas, é importante rever seus comportamentos e realizar o respectivo tratamento adequadamente. Desse modo, pode-se mantê-las sob controle e evitar maiores complicações.

Fazer os check-ups médicos regularmente


A partir dos 40 anos, é importante ir às consultas urológicas e fazer os exames de check-up recomendados pelo seu médico. Esse tipo de monitoramento permite identificar, precocemente, eventuais problemas de saúde — fator decisivo para tratamentos mais simples e efetivos.

Cuidar da saúde sexual


Na chamada andropausa, embora as sensações relacionadas ao prazer e à sexualidade não mudem, a parte funcional pode ficar comprometida. Com isso, distúrbios de ereção e menores contrações musculares durante o orgasmo podem ser comuns nessa fase.

Caso ocorram, não perca tempo e converse com seu urologista. Hoje em dia existem soluções modernas e efetivas para a maioria dos problemas!

Mudança não é sinônimo de disfunção. Mas quando a mudança limita a vida sexual e afetiva, ela deixa de ser apenas envelhecimento e passa a ser uma questão médica.

Andropausa: mito ou realidade?

Diferente da menopausa feminina, que tem início bem definido, a chamada andropausa ou Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino (DAEM) é um processo gradual e nem todos os homens a experimentam de forma clinicamente significativa.

Estima-se que apenas uma parcela dos homens com testosterona baixa desenvolva sintomas relevantes. Isso significa que baixa testosterona no exame de sangue, isoladamente, não define diagnóstico  é a combinação de níveis hormonais alterados com sintomas clínicos que caracteriza a condição.

Sintomas mais associados à queda de testosterona

Fadiga persistente, redução de massa muscular, aumento de gordura abdominal, alterações de humor, dificuldade de concentração e, claro, queda da libido e da função erétil.

Sinais que merecem investigação médica

  • Sexuais: dificuldade persistente para obter ou manter ereção, queda acentuada da libido
  • Físicos: fadiga constante, ganho de gordura abdominal, perda de massa muscular
  • Emocionais: irritabilidade, humor deprimido, apatia
  • Cognitivos: dificuldade de concentração, sensação de "neblina mental"

Disfunção erétil: causas além da idade

A disfunção erétil após os 50 raramente tem uma única causa. Na maioria dos casos, é um sinal de alerta de outras condições de saúde:

  • Doenças cardiovasculares: a ereção depende de um bom fluxo sanguíneo problemas vasculares costumam se manifestar primeiro no pênis, antes mesmo de sintomas cardíacos evidentes.
  • Diabetes: o excesso de glicose no sangue danifica vasos e nervos responsáveis pela ereção.
  • Hipertensão: tanto a condição quanto alguns medicamentos usados para tratá-la podem afetar a função erétil.
  • Obesidade e sedentarismo: favorecem inflamação sistêmica e disfunção vascular.
  • Fatores psicológicos: ansiedade de desempenho, estresse crônico e depressão têm papel significativo, especialmente quando a disfunção é intermitente.
  • Tabagismo e álcool em excesso: comprometem diretamente a circulação sanguínea.
⚠️

Atenção: disfunção erétil de início súbito, especialmente em homens com fatores de risco cardiovascular, deve ser investigada prontamente  pode ser um dos primeiros sinais de doença cardíaca.


O que pode melhorar: opções de tratamento

A boa notícia é que a maioria das alterações na saúde sexual masculina após os 50 anos tem tratamento eficaz. A abordagem certa depende de uma avaliação individualizada.

Investigação hormonal

Quando os sintomas e os exames confirmam deficiência de testosterona, a terapia de reposição hormonal pode ser indicada, sempre com acompanhamento médico rigoroso, já que envolve riscos que precisam ser monitorados, especialmente relacionados à próstata.

Medicações para disfunção erétil

Os inibidores da fosfodiesterase tipo 5 (como sildenafila e tadalafila) continuam sendo a primeira linha de tratamento, com boa eficácia e segurança quando prescritos por um médico  que também avaliará interações com outros medicamentos, especialmente os cardiovasculares.

Controle das condições de base

Tratar diabetes, hipertensão e colesterol alto frequentemente melhora a função erétil como efeito colateral positivo. Em muitos casos, cuidar do coração é cuidar da vida sexual.

Terapia psicológica e sexual

Quando o componente emocional é significativo, terapia sexual ou psicoterapia individual ou de casal  pode trazer resultados expressivos, inclusive combinada a tratamentos médicos.

🏃 Mudanças de estilo de vida que fazem diferença real

Exercício físico regular, especialmente aeróbico, melhora a circulação e os níveis hormonais. Perder peso reduz a conversão de testosterona em estrogênio. Parar de fumar melhora a função vascular em semanas. Reduzir o álcool preserva tanto a testosterona quanto a qualidade da ereção.


Quando procurar um médico

Muitos homens adiam essa conversa por vergonha ou por acreditar que "é só a idade". Mas buscar avaliação médica é o primeiro passo para recuperar qualidade de vida  e, em alguns casos, para identificar precocemente outras condições de saúde.

Sintoma Possível causa Conduta recomendada
Dificuldade de ereção progressiva Vascular, hormonal ou metabólica Avaliação urológica e exames laboratoriais
Queda de libido com fadiga Baixa testosterona Dosagem hormonal completa
Disfunção erétil situacional Fatores psicológicos Terapia sexual ou psicológica
Disfunção erétil de início súbito Risco cardiovascular Avaliação cardiológica urgente

Cuidar da sua saúde sexual é cuidar da sua saúde geral

Na HiON Med, oferecemos avaliação especializada em saúde sexual masculina, com investigação hormonal completa e acompanhamento individualizado. Dar o primeiro passo é mais simples do que parece.

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